Depois de ter dado início a uma série que tem como intuito mostrar as belezas
do Pará, a Sessão do sábado está de volta, dessa vez como mais uma jóia rara
do grandioso estado paraense.
Hoje, falarei um pouco sobre
Belém, a capital da maior cidade localizada próxima da Linha do Equador; a cidade das mangueira; a "cidade morena", característica herdade da miscigenação do povo português com os índios Tupinambás, nativos habitantes da região à época da fundação.
A cidade, às margens da baía de Guarajá, localizada a 150 km do delta do rio Amazonas é a capital do Pará. Esta cidade foi muito importante no fim do século 19 por ser uma das cidades exportadoras de borracha.
A mesma perdeu sua importância com o declínio do comércio da borracha, mas guarda em sua arquitetura a beleza das construções daquela época.
É muito comum encontrar turistas espantados com o calor escaldante que faz aqui, às vezes a temperatura chega na casa do 40° C, também não é difícil enxergar os mesmos tecendo elogios a
chuva que cai sempre ao final da tarde. Os Belenenses costumam dizer que Belém tem duas estações: a que chove todo dia e a que chove o dia todo. Portanto, meu amigo(a), se um dia conheceres esta cidade, não
se espante com esses fenômenos da natureza.
Belém é uma das capitais gastronômicas do mundo, com sabores amazônicos unidos às mais variadas tendências internacionais. Muitos consideram a culinária paraense como sendo a genuinamente brasileira, por contar quase que exclusivamente com ingredientes nativos. A variedade de ervas, frutas e peixes é inacreditável, mas vamos começar com o sabor do açaí, pra manter a energia.
Tomar um açaí (em Belém, o açaí é comumente servido com farinha e peixe frito) é obrigatório, mas a culinária paraense é imensa. Tucupi, tacacá, maniçoba (conhecida como "feijoada amazônica", feita com as folhas da mandioca-brava, carne bovina e de porco). Doces de tantas frutas amazônicas. Sem mencionar a alta-gastronomia que se utiliza dos produtos locais para elaborar novas delicias. Daí pra frente é com você, descubra e encante-se com o “Brasil Amazônico”.
Se algum de vocês me perguntarem onde um turista deve ir, eu diria: vá conhecer o
Theatro da Paz; a
Estação das Docas, o Mercado do ver-o-Peso que fica logo ao lado; ande cerca de 10 minutos e você vai se deparar com o
Complexo Feliz Lusitânia, ele abrange o Forte do Presépio, a praça Dom Frei Caetano Brandão, a Casa das 11 Janelas, a Igreja de Santo Alexandre (museu de arte sacra) e a Catedral Metropolitana de Belém.
Não deixe de ir visitar o
Museu Goeldi; o
Bosque Rodrigues Alves; visite aos domingos a feirinha da Praça da República, caminhe e perca alguns quilinhos na Praça Batista Campos, que em 2007 foi eleita a praça mais bonita do Brasil; vá ver o pôr do sol no
Ver-o-Rio, o
Mangal das Garças, um espaço que pertencia à Marinha e foi transformado em Parque, com borboletário, jardins, píer, museu e restaurante ou se preferir, procure conhecer um pouco da Cultura Marajoara no Distrito de
Icoaraci.
Belém é assim, minha gente, um miSto no miXto. Por mais que isso possa parecer uma auto-promoção das pessoas que aqui residem, o povo paraense é muito hospitaleiro. Em dois minutos tu faz amizade, em cinco ele já te chama de
maninhu..rsrs
Mesmo com o crescente índice de violência, as pessoas ainda guardam o costume de pôr cadeiras em frente de casa e conversar até o sol cair - algumas até vendem tacacá e vatapá.
Por aqui se respira um ar provinciando, mas a modernidade vem logo atrás. Ultimamente, Belém vem "sofrendo" com o boom imobiliário e isso fez com que tivéssemos o 5° metro mais caro do país; por um lado é bom, mas por outro...
Por mais que eu tente passar meu ponto de vista à respeito da Mangueirosa, isso não seria capaz de passar
a sensação que se tem quando se passeia pela cidade.
Se tu acha que Brasil é só Rio de Janeiro e São Paulo, estás completamente engando. Belém é
pai d'egua também..
Aos leitores deste blog que aguardavam anciosos por esta postagem, peço desculpa
por fazê-los esperar tanto - eu não reunia condições para tal.
Abraços..