Extraído do pOr trÁs dAs LeTraS
Hoje pela manhã, eu estava verificando a situação da minha inscrição para o vestibular da UFPA, e acabei encontrando este pequeno artigo.
Achei muito interessante e de grande valia para todos nós. Afinal, trabalhamos com a escrita e com nossos blogs passamos situações que nos deixam inquietos, buscamos resposta para indagações, até então, sem respostas e até procuramos ajudar nossos leitores com as nossas vivências. Por isso, nada melhor que ter domínio de como se expresar com um lápis e um papel na mão. Neste caso, um teclado e um computador na sua frente.
Como já disse em outro post, escrever é um ato que exige empenho, e este pequeno artigo que estou prestes a postar, só vem corroborar com o que todos nós já sabemos.
Então vamos ao que interessa!!!
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Recebi de um leitor (login: rondon.jr) um texto bastante conhecido, antigo, como exemplo de como a pontuação faz a diferença. A reprodução abaixo não é falta de assunto, mas uma forma de compartilhar com os leitores mais jovens as coisas antigas e boas que estão na internet.
Um homem rico estava muito doente, pediu papel e caneta, e assim escreveu:
"Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres".
Morreu antes de fazer a pontuação. Para quem ele deixava a fortuna?
Eram quatro concorrentes. O sobrinho fez a seguinte pontuação:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não, a meu sobrinho.
Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres"
A irmã chegou em seguida e pontuou assim, o escrito:
"Deixo meus bens à minha irmã, não a meu sobrinho.
Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres."
O alfaiate pediu cópia do original e puxou a brasa pra sardinha dele:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho jamais! Será paga a conta do alfaiate.
Nada aos pobres."
Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres."
MORAL DA HISTÓRIA
Pior de tudo é saber que ainda tem gente que acha que uma vírgula não faz a menor diferença!
*Hélio Consolaro é professor de Português, cronista diário da Folha da Região, Araçatuba-SP, presidente da Academia Araçatubense de Letras, coordenador do site Por Trás das Letras.